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Rosana Mauro

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Hoje, quando acordei, não me lembrei sobre o que sonhei. Fiquei irritada. Os sonhos, para mim, têm o poder de melhorar ou pior o dia. Eles realizam fantasias, extravasam sentimentos, colorem o sono. Prestar atenção neles é uma tarefa de autoconhecimento. Conteúdos inconscientes, amordaçados em porões sombrios, escapam na mente adormecida.


Segundo o conceito de Freud, o inconsciente, lado obscuro e desconhecido do ser humano, é um abrigo de materiais reprimidos e banidos da consciência.


Eu, particularmente, prefiro a teoria de Jung (ex-discípulo de Freud), de acordo com a qual, além da parte pessoal, a inconsciência é habitada por substâncias nunca conhecidas, pertencentes a toda humanidade, desde os primórdios. Quando, sem a luz da sabedoria, a vida era povoada por crenças e figuras míticas, reflexos da psique humana.



Seguindo essa linha de pensamento, não só em sonhos o inconsciente é revelado. As visões, origens das mais diversas lendas, também são frutos dessa obscuridade.


Curiosa sobre a causa das aparições fantásticas, li, há um tempo, uma obra do antropólogo Câmara Cascudo sobre mitos brasileiros e as influências de povos indígenas, africanos e europeus sobre eles. As explicações são interessantes e sem conclusões absolutas como todas as outras sobre o mesmo tema. Acredito que o fascínio reside justamente neste ponto.
Por mais racional que às vezes eu queira me julgar, creio que numa floresta escura sou capaz de ver o saci ou o curupira (quem sabe?). Personagens que para Jung seriam arquétipos do nosso inconsciente coletivo. Fico encantada por esse mundo, mas não quero me alongar em teorias. Prefiro sonhar, entrar em contato com o meu universo mágico.

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